INSS negou seu auxílio-doença? Entenda como funciona a perícia na Justiça e por que ela é diferente da do INSS

Você fez tudo o que pediram: juntou laudos, exames, atestados, passou pela perícia do INSS e explicou, com toda sinceridade, o quanto sua saúde tem atrapalhado seu trabalho.

Mesmo assim, veio a resposta que ninguém quer receber: auxílio-doença indeferido.

É normal se sentir injustiçado.

Afinal, parece que o INSS não entendeu — ou nem quis entender — a gravidade do seu caso.

Mas o que muita gente não sabe é que existe uma forma diferente de análise: a perícia judicial, feita dentro da Justiça Federal.

Essa é a hora em que tudo muda.

É quando o seu caso volta a ser ouvido, desta vez com mais atenção, mais técnica e mais justiça. E entender como funciona essa perícia é o primeiro passo para aumentar suas chances de conseguir o benefício que o INSS negou.

Porque a perícia médica do INSS é ruim

O grande problema é que a perícia feita pelo INSS costuma ser rápida, superficial e impessoal.

Muitas vezes o médico perito tem uma fila enorme de pessoas para avaliar e precisa atender dezenas de casos no mesmo dia.

Resultado: mal olha seus laudos, não faz perguntas aprofundadas e, em poucos minutos, decide que você está “apto para o trabalho”.

O pior é a sensação de injustiça: você explica, mostra exames, fala das dores e limitações, mas parece que nada disso é levado em consideração.

É como se, para o sistema, você fosse apenas mais um número — alguém que precisa ser “resolvido” rápido para liberar a fila de pessoas que estão aguardando para passar pelo perito.

E a fila, aliás, é um capítulo à parte.

Já tive uma cliente do Mato Grosso do Sul com perícia marcada para às 10 da manhã que só foi atendida às 15h, depois de horas de espera, cansada, com dor e sem qualquer tipo de acolhimento.

Outro caso foi de uma cliente da Bahia, que viajou 116 quilômetros de Canavieiras até Ilhéus, quase duas horas de estrada, tendo até que pegar um barco — tudo para descobrir, ao chegar lá, que o perito não compareceu porque estava doente.

Imagine o tamanho da revolta: enfrentar tudo isso, gastar dinheiro, perder um dia inteiro, e no final ainda ver o benefício negado por uma perícia mal feita.

É essa realidade que milhões de brasileiros enfrentam. Um sistema que erra, atrasa, desrespeita — e, no fim, ainda diz que você está “apto para trabalhar”.

Eles te tratam de qualquer forma

Depois de tudo isso, é impossível não sentir revolta. Você enfrenta dor, fila, descaso — e, no fim, o INSS ainda diz que você está “apto para trabalhar”.

Mas apto para quem? Para um sistema que nem sequer te ouviu?

A verdade é que não existe sensação pior do que saber que você foi injustiçado.

Você tem laudos, exames, médicos que confirmam a doença — e, mesmo assim, o INSS ignora tudo isso como se fosse irrelevante.

É como se o seu sofrimento não fosse suficiente para convencer o perito que mal olhou na sua cara.

Isso quando ele ainda não é mal educado, rude e grosso, e te trata o tempo inteiro como se você estivesse mentindo. Como alguém que só quer obter alguma vantagem indevida.

E enquanto isso, as contas seguem chegando, o corpo continua doendo, e a cabeça não para. A sensação é de que você está lutando sozinho contra uma máquina que não se importa com pessoas, só com números.

Mas é aí que está o ponto: o problema não é você — é o sistema.

E quando o sistema erra, existe um caminho para corrigir. Um caminho onde o seu caso é realmente analisado, com atenção e justiça.

Ainda existe uma forma de conseguir o seu auxílio-doença que foi negado ao passar por uma perícia judicial

A boa notícia é que essa injustiça tem conserto.

Quando o INSS erra — e ele erra muito — é possível recorrer à Justiça para que uma nova análise seja feita, dessa vez com mais técnica, cuidado e respeito.

O primeiro passo é garantir que a Justiça tenha em mãos uma base médica sólida para reavaliar o seu caso.

Aqui no escritório, quando um cliente me procura com o benefício negado, começo organizando com ele uma documentação médica robusta — atestados e relatórios que indiquem o CID, a sintomatologia, o tempo de afastamento e, claro, o carimbo e assinatura do médico.

Analiso tudo isso para os meus clientes.

Em alguns casos até marco consultas com médicos que podem emitir laudos melhores.

Essas informações tornam o processo mais claro e aumentam muito as chances de um resultado favorável.

Aliás, se você ainda não tem relatórios médicos assim, esse é o momento de conversar com o seu médico e garantir que tudo esteja bem descrito — isso faz toda a diferença na Justiça.

Com a documentação completa e em mãos, eu organizo tudo e dou entrada no processo em até 3 dias úteis, em média.

Isso é prioridade absoluta no escritório, porque cada dia conta. Além de demonstrar seriedade, essa agilidade ajuda o juiz a compreender o caso com mais clareza desde o início.

Depois disso, tudo corre de forma online — envio de documentos, assinatura e acompanhamento.

A única etapa presencial é a perícia judicial, que acontece no tribunal da região onde o cliente mora.

Antes dessa perícia, eu sempre realizo uma orientação completa, explicando o que o perito vai avaliar e como o cliente deve se preparar para se sentir seguro no dia.

Na Justiça Federal, a perícia é feita por um médico indicado pelo juiz, que analisa o caso com calma e base técnica, sem pressa e sem o viés do INSS.

E é justamente nessa etapa que entra um ponto técnico essencial: os quesitos.

Assim que a perícia é marcada, o juiz me chama — como advogado do meu cliente — para apresentar esses quesitos, que são perguntas que o perito precisará responder durante a avaliação.

Eu preparo essas perguntas de forma estratégica, com o objetivo de conduzir o perito a observar e registrar exatamente o que o cliente realmente vive.

Em outras palavras, uso os quesitos para fazer com que o perito responda o que eu quero, dentro da verdade do caso, de forma técnica e fundamentada, favorecendo o resultado.

Por exemplo: em casos de crises psiquiátricas, eu converso com o cliente antes da perícia para entender quais situações do trabalho desencadeiam as crises — e transformo essas informações em perguntas direcionadas ao perito.

Dessa forma, ele é levado a avaliar pontos que, normalmente, passariam despercebidos em uma perícia comum.

Essa estratégia já mudou o rumo de vários processos — inclusive alguns que pareciam perdidos.

Sobre o processo, os prazos podem variar conforme a região, mas geralmente a perícia é marcada em até dois meses e o resultado sai em cerca de 30 dias.

Depois o INSS é chamado para o processo e pode oferecer um acordo, que resolve tudo ainda mais rápido.

E se quiser entender mais sobre prazos, há um artigo completo aqui no blog explicando quanto tempo demora para sair o auxílio-doença na Justiça (clique aqui para ler).

O importante é saber que o processo judicial é mais humano, técnico e justo.

Com a estratégia certa, o seu caso deixa de ser mais um número no sistema e passa a ser tratado com a atenção que você merecia desde o início.

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